Em 2003, uma técnica para utilização de fontes não comuns aos sistemas operacionais, foi popularizada e foi batizada de Fahrner Image Replacement (FIR), onde sua finalidade era combinar alta-fidelidade do design e atender requisitos de melhorias de acessibilidade. O texto mais antigo sobre image replacement, que conheço, é o artigo do Douglas Bowman, porém essa técnica teve uma melhoria significativa em termos de acessibilidade com o artigo do Dave Shea. Uma grande desvantagem dessa técnica é a impossibilidade de utilização em textos dinâmicos. Sendo assim, apresento-lhes os prós e contras, de uma das técnicas para utilizar textos dinâmicos, o Cufón.

Atualização

Não vale a pena usar Cufón em seus projetos, pois retarda bastante o tempo de renderização da página.

Cufón

Cufon foi criado pelo Simo Kinnunen, apartir da necessidade de utilização de fontes personalizadas, apartir de arquivos TTF, OTF ou PFB, sem a necessidade de utilizar flash ou font-face. O engine de renderização do Cufón, foi desenvolvido em JavaScript e faz uso do VML (Vector Markup Language) quando renderizado no Internet Explorer, e faz o uso do elemento em outros navegadores. É bem fácil de configurar e seu processo de configuração é feito na seguinte ordem:

  1. Acesse  e faça o upload dos arquivos da fonte que deseja utilizar, ou se preferir baixe o código fonte no github do projeto.
  2. Esse script gerado, por padrão virá algo como nomedafonte.font.js e será necessário para renderizar a fonte escolhida;
  3. Ao inserir o script na sua página em basta associa-lo a algum elemento, class ou ID, tal como Cufon.replace(‘h1, h2′) ou Cufon.replace(‘.classX’);.

Linha da engine do cufon

JS geradora da fonte

Chamadas no javascript para renderização do Cufón

//Chamada da renderização do Cufón para elementos
Cufon.replace('h1, h2');
//Chamada da renderização do Cufón para classes
Cufon.replace('.classX');

Para trabalhar com mais de uma fonte, utilize da seguinte forma:

Cufon.replace('h2', { fontFamily: 'Helvetica' });
Cufon.replace('h3', { fontFamily: 'Myriad Pro' });

Para mais detalhes sobre como implementar o Cufón, veja a sua Documentação e o FAQ. Neste link você pode conhecer 40 exemplos do uso dessa técnica.

Direitos autorais

Após gerar arquivos Cufón, você deve restringir o uso apenas para o domínio do projeto. Na própria página geradora da fonte você pode fazer isso, caso não faça isso, qualquer um poderá obter o seu javascript renderizador de fontes e utiliza-lo em outros sites. Há fontes que possuem em sua licença, proibições de uso via scripts, ou seja, nunca utilize Cufón para essas fontes.

Seleção de Texto com Cufón?

Muito se discute sobre o suporte a seleção do conteúdo com o Cufón. Foi desenvolvida, pelo Steven Noble, uma forma, onde é possivel permitir a seleção de textos com o Cufón, confira nesse link.

Conclusão

Hoje, o Cufón, NÃO é minha técnica preferida para renderização de fontes, caso queira utilizar a mesma, seja moderado em grandes partes de texto. Pois irá comprometer bastante o tempos de renderização da página. É de grande importancia, a preocupação de não utilizar fontes que possuam alguma proibição dessa técnica. Caso queira sabe quais são as fontes mais comuns em todos os sistemas operacionais, acesse esse link. Desde já fico devendo um post falando sobre o font-face.